Ser disruptivo é romper com um modelo tradicional. Então ó que é a novação disruptiva? Mais do que simplesmente pensar em como fazer diferente, essa forma de inovação identifica oportunidades justamente em situações onde há restrições, como tempo, custo ou espaço físico.
Um bom exemplo é o Skype, que não se posicionou como um modelo para combater o tradicional modelo de telefonia à distância, mas simplesmente ofereceu uma solução de software para comunicação gratuita, utilizando a facilidade da infraestrutura da Internet, atendendo principalmente à restrição de custo dos usuários. O foco da solução esteve em criar uma alternativa à restrição de custo e não competir com o modelo existente.
Um estudo muito interessante que vêm sendo feito pela IMD (escola de negócios da Suíça) divulgado em seu relatório “Digital Vortex” mostra como a disrupção provocada pela transformação digital está preocupando e afetando rapidamente diversos setores da economia.
Segundo esse estudo, em 2019 88% dos executivos entrevistados acreditam que a disruptura digital terá alto impacto em seus negócios, contra 27% indicados na mesma pesquisa realizada em 2015. Isso mostra a velocidade crescente da transformação digital e o aumento expressivo da preocupação.
Muitos dos executivos que acreditavam que seus setores seriam retardatários ou “late adopters” de novas tecnologias, e que estariam a salvo até se aposentarem, agora repensam suas estratégias.
As empresas de mídia e comunicações, a primeira do vórtice, já se adequaram a este fenômeno, e aqueles que tinham mídia em papel, o caso dos jornais impressos, reformularam seu posicionamento e não só passaram a oferecer o mesmo conteúdo de forma digital, como adicionaram outras formas de conteúdo, como vídeos, podcasts e iteratividade.
No setor de telecomunicações, um bom exemplo é o Whatsapp que tomou o mercado de SMS das operadoras de telefonia móvel. Tanto o Whastapp como o Skype não surgiram dentro da operadoras de telefonia e tomaram um valor expressivo de receitas das operadoras conforme o artigo da Fortune onde lá em 2014 as operadoras americanas perderem 386 bilhões de dólares.
Isso mostra como o modelo de negócio das grandes empresas deve ser repensado. No caso das operadoras de telecomunicações, que sofrem com a concorrência das inovações para soluções gratuitas em relação a receitas obtidas de serviços, ainda há, como oportunidade, investir na oferta de transmissão de dados, já que a demanda por volume de comunicação de dados tende aumentar drasticamente nos próximos anos.

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